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Doença
de Alzheimer (DA) e Demência Vascular (DV) são as principais causas de demência,
que se caracteriza por progressiva diminuição de memória associada à outra perda
cognitiva ( linguagem, orientação visuo-espacial, atenção, julgamento, cálculo,
capacidade de executar movimento aprendido) e comportamental, grave o suficiente
para interferir com as funções ocupacionais e sociais.
A
(DA) afeta, hoje, mais de 5 milhões
de pessoas nos EUA e 30 milhões no mundo, com estimativas de triplicar este
número no ano 2050! Isso porque a população idosa está aumentando consideravelmente nos países
desenvolvidos e a (DA) ocorre justamente nesta faixa etária.
Desde
que seu tratamento não acaba com a doença, meios de prevenção seriam
extremamente importantes. Diversas
são as publicações a este respeito e complicada pode ser sua análise no conjunto
das informações. Dois artigos publicados na Neurology deste mês servem de
exemplo. Pesquisadores italianos liderados por Ravaglia da Universidade de
Bologna estudaram 749 pacientes normais com mais de 65 anos no período 1999-2000
e, no período 2003-2004, avaliaram
a associação entre atividade física e o desenvolvimento de demência.
Seu principal resultado foi: a atividade física está associada a um
baixo risco para (DV) mas não para (DA). Alguns
estudos mostram que a redução do volume cerebral está associada à insatisfatório
desempenho nos testes cognitivos, incluindo memória. Então atitudes que levam à
preservação do volume cerebral poderiam contribuir para a redução do declínio na
performance cognitiva?
Burns e colaboradores da Universidade do Kansas
examinaram a correlação entre condicionamento cardio-respiratório com atrofia
cerebral e funções cognitivas em 57 pacientes com DA inicial comparados a 64 pessoas apresentando
funções cognitivas normais.
Os grupos foram submetidos a avaliações clínicas e psicométricas padronizadas, Ressonância Nuclear Magnética Cerebral e pico de consumo de oxigênio (VO²) . Cálculos estatísticos foram utilizados para correlacionar o condicionamento cardiorespiratório com o volume cerebral e a performance cognitiva.
Sua principal conclusão é que um melhor condicionamento cardio-respiratório está associado a menor atrofia cerebral em pacientes com (DA) inicial e sugerem que estes doentes poderiam preservar sua função cerebral por um período mais longo, exercitando-se diariamente.
Seja como for, a prática de atividade física diária e regular, desde que não tenha contra-indicações ou riscos, é sempre benvinda, tanto que a falta dela o sedentarismo, é um importante e crescente fator de risco para doenças circulatórias. Somente por isso, esta prática já se justifica e se de fato contribuir para a prevenção de doenças neurológicas degenerativas, muito melhor!
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