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Mercado de carros de luxo vive o melhor momento no Brasil


Mercado de carros de luxo vive o melhor momento no Brasil

Detalhe do esportivo Audi R8

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Com forte presença nas categorias de sedã grande e hatch médio, Audi, BMW e Volvo vivem hoje uma nova fase de projeções de negócios para o mercado nacional. Segundo levantamento feito pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), de janeiro a maio as três marcas somam a venda de 1.672 unidades nesses dois segmentos: BMW, com 825 unidades; Audi, com 449; e Volvo, com 398 carros.

O momento positivo da economia brasileira tem refletido diretamente no mercado de carros de luxo, conhecido como "premium". O volume de vendas deverá chegar a 15 mil unidades, segundo representantes do segmento, o que mostra um forte crescimento sobre o ano passado. De acordo com dados do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), a venda de carros luxuosos no Brasil subiu de 8.177 em 2006 para 9.130 em 2007.


O diretor de vendas e marketing da Volvo, Marcos Saade, explica que a prosperidade da economia brasileira favorece quem consome produtos de luxo e, por isso, a expansão do segmento premium tem apresentado crescimento ao longo dos últimos anos acima do próprio crescimento da indústria automobilística. “A empresa do nosso cliente prospera, os funcionários dele prosperam e o resultado é que ele ganha o efeito exponencial disso, o que aumenta o poder de compra”, analisa Saade.

Outro fator apontado por Saade é a valorização do real, que favorece as importações. “O aumento da oferta está diretamente relacionado ao câmbio. Além disso, os preços estabilizam e, até mesmo, caem”, observa.

E foi esse efeito que impulsionou a Volvo a passar para 10% a participação no segmento de luxo. “Entramos no segundo dígito. Nunca tivemos um market share assim”, comemora o executivo. A Volvo planeja para esse ano vender cerca de 1.500 unidades no país.

No caso da Audi, a comemoração foi pelo crescimento de 10% nas vendas dos modelos importados no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Boa notícia para a marca que pretende em cinco anos conquistar um terço do mercado de luxo do país.



Audi investe R$ 1,3 milhões em campanha


Por causa do momento positivo, a Audi decidiu investir R$ 1,3 milhões em campanha de posicionamento de marca. “Queremos aumentar a visibilidade da Audi no Brasil”, afirma o gerente de marketing da Audi do Brasil, Felipe Gomes.

Segundo Gomes, a marca tenta atingir o público masculino, com idade entre 35 e 45 anos, com alto nível sócio-cultural e econômico, e que é um formador de opinião. “As pessoas com esse perfil consomem os produtos muito antes e são lançadores de tendência”, ressalta o gerente. O que significa que essa aposta da Audi vai desvincular da imagem da marca o apelo ao público na faixa estaria abaixo de 35 anos que foi estabelecida com a produção nacional do modelo A3, fabricado até 2006.

A nova campanha institucional tem como foco o Audi R8, superesportivo de luxo com carroceria em alumínio, que já tem 30 encomendas e fila de espera de seis meses no Brasil. O modelo ficou conhecido no país como o carro do personagem Tony Stark, do filme Iron Man. O carro será lançado oficialmente no dia 17 de junho.


BMW tem 24,23% do segmento premium


A participação da BMW no segmento premium equivale hoje a 24,23%. De acordo com a empresa, neste ano a meta é chegar a 3.000 carros e 1.000 motos vendidas —crescimento de cerca de 15% em carros e 20% em motos.


Com o desafio de compensar a taxa de importação, de 35% sobre o valor do produto, a marca tenta atrair o consumidor com o atendimento no pós-venda e com o braço financeiro do grupo, o BMW Serviços Financeiros, que trabalha com condições de financiamento. 


Apostas


A Volvo não faz nenhuma ação específica de reforço de marca, mas busca agressividade na oferta, com posicionamento de preços e serviços, como dois anos de manutenção gratuita, além dos dois anos de garantia. De acordo com Marcos Saade, o que trouxe destaque à marca foi o modelo C30. “É o nosso carro chefe. Vende mais e mais a cada mês, tem até falta de algumas versões”, ressalta o diretor, ao falar do modelo com venda mensal média de 80 unidades.

Saade revela que a carta na manga está reservada para o ano que vem. “Em 2009 vem o XC60 e vai ajudar a aumentar as vendas. O segmento de crossover é novo para a Volvo”, destaca.

No caso da Audi, as apostas chegam ainda este ano. Além do R8 em junho e do Q7 com motor 3.6 que foi lançado no fim de maio, a marca vai trazer em julho o A5 e, em outubro, o A4.


Já a BMW, tem como foco o lançamento, no segundo semestre, do X6. Com novo conceito — é o primeiro Sport Activity Coupé do mundo — o modelo foi apresentado no Salão de Detroit. 

 



Fonte: globo.com/carros

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