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  • Quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
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A 'saga' das rainhas das escolas de samba


A

Luiza Brunet Rainha da Bateria da Imperatriz desde 1995


O trono e o cetro não são de verdade e o batismo, também simbólico. Mesmo assim, famosas, anônimas e candidatas a celebridades instantâneas não brincam em serviço quando o assunto é assumir o posto de rainha ou madrinha de bateria de escola de samba.

Por pouco mais de uma hora, as câmeras, os flashes e os olhares curiosos são divididos entre a evolução da agremiação na avenida e a figura, geralmente com pouquíssima roupa, que vem à frente dos ritmistas. O sucesso, mesmo que momentâneo, contribui para futuros contratos, capas de revistas e notoriedade, é claro. É dali que, normalmente, sairá a musa do carnaval carioca.

Homenagem

Entre as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Mangueira assume a sua tradição também no posto de madrinha. Desde 1962, quem o ocupa é Neide dos Santos, da comunidade. Este ano, a Mocidade Independente de Padre Miguel fará homenagem a Elza Soares, que tem grande ligação com a escola, mas estava fora do carnaval há 34 anos.



Aos 72 anos, a cantora, que já defendeu o samba na avenida algumas vezes, foi nomeada madrinha e virá à frente da bateria. Mesmo que seja em cadeira de rodas, como afirmou recentemente, por causa de um problema no tornozelo.

Outras duas agremiações também destinam o posto a personalidades da escola. Na Unidos da Tijuca, a primeira-dama, Fátima Horta, faz as honras ao lado da rainha Adriane Galisteu, que mostrará na avenida barriguinha de quase quatro meses de gravidez. A Grande Rio tem na atriz Suzana Vieira, de 67 anos, a sua madrinha, mas não necessariamente da bateria. Suzana sairá no chão à frente da primeira ala. A rainha continua sendo a jovem atriz Paola Oliveira, que está no ar na novela "Cama de Gato", da Rede Globo, como a vilã Verônica.


"Entre as rainhas há um troca-troca hoje em dia. Juram amor eterno a uma escola e no ano seguinte estão em outra. As agremiações também têm culpa, pois querem colocar quem está em evidência no desfile, não uma pessoa que possui uma relação com a escola. Não é a nossa filosofia. A Luiza Brunet está na Imperatriz desde 1995. Ficou dois anos afastada, mas não desfilou em outra", declara Araujo.



A guerra de egos entre elas não poderia ficar de fora. Na União da Ilha do Governador, de volta à elite do carnaval carioca, a rainha Bruna Bruno e a madrinha Luciana Picorelli trocaram leves farpas nos últimos meses. A atriz do programa Zorra Total, da TV Globo, virá com uma fantasia bordada de diamantes, que custa R$ 50 mil. Bruna,disse não se importar em dividir as atenções, mas deixou claro que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço.

Diferentemetne da escolha do samba-enredo, que envolve a comunidade e leva meses, a decisão quem será a rainha de bateria é missão interna, na maioria das vezes do presidente da agremiação. Às vezes há mistura política e economia.

Casos - nunca confirmados pela diretoria - sempre vêm à tona. Desta vez foi com a Mangueira. Na troca de Gracyanne Barbosa por Renata Santos, a última teria pago R$ 300 mil pela vaga da namorada do cantor Belo, que foi para o trono da Vila Isabel. A ida de Gracyanne para a Vila também teria sido em troca de shows do pagodeiro.



"Na Grande Rio, não há esse tipo de boato. Quem escolhe a rainha é o presidente de honra, Jayder Soares, que banca tudo. Como ele tem envolvimento grande com a classe artística, sempre coloca uma atriz. Já virou uma característica da escola e a comunidade gosta", afirma o diretor de carnaval da Grande Rio, Milton Perácio.

Renata deixa os boatos longe e garante que a troca foi feita sem problemas. A rainha da bateria da Mangueira encara com normalidade a mudança constante no posto. Mas, daqui para frente, espera confirmar a vaga nos próximos carnavais da escola.

"Minha maior preocupação era ser bem recebida na escola, por não ser da comunidade. Mas essa é a terceira vez que isso acontece na Mangueira, desde a Preta Gil", disse a rainha, que por dez anos defendeu a Acadêmicos de Santa Cruz.

Rainha mirim

Para 2010, a dança dos tronos no Grupo Especial não teve muito movimento. Das 12 escolas, oito mantiveram suas rainhas. A principal novidade sairá na Viradouro: a menina de 7 anos Julia Lira. Mas a sua presença no desfile demorou a ser garantida. Por causa da idade, só às vésperas do carnaval ela obteve e liberação da Vara da Infância, Juventude e Idosos do Rio de Janeiro.

O mundo do funk parece ter aportado de vez entre as baterias. Depois da batida inserida pelo Mestre Jorjão na Viradouro, em 1997, funkeiras conseguiram se tornar rainhas. Como Juliana Portela, ex-vocalista da Jaula das Gostosudas, que pela primeira vez apresentará a bateria da escola que leva no nome.

Aos 25 anos, Juliana tem a experiência de musa e passista da agremiação de Madureira, bairro onde nasceu, e substituirá Luma de Oliveira, uma das principais estrelas do carnaval carioca. Ela garante que foi escolhida pela comunidade e pelos ritmistas. Mas há um boato de que a escola teria posto a vaga à venda por R$ 400 mil. Além de Juliana, a Sapucaí verá pela segunda vez Valesca Popozuda, da Gaiola das Popozudas, à frente da Porto da Pedra.

Quem será a musa?

Sem Luma de Oliveira e Juliana Paes, que nos últimos anos se revezavam no posto de musa do carnaval, a vaga está em aberto este ano. Há perfis variados e para todos os gostos. Da morenice de Gracyanne Barbosa, Thatiana Pagung, Viviane Araújo e Renata Santos ao visual blondie de Adriane Galisteu, Valesca Popozuda e Paola Oliveira, passando pela larga experiência e elegância de Luiza Brunet, que, de todas, é a mais antiga das rainhas.



"Sou fã da Luma, ela é e sempre será a musa das musas. Meu objetivo é fazer história na escola, como Tia Surica e outros nomes. Como os ritmistas me disseram 'quem é rainha nunca perde a majestade'", sonha Juliana.

Das curvilíneas às extremamente saradas, a briga de músculos fica entre a ex e atual do cantor Belo, Viviane Araújo e Gracyanne Barbosa, respectivamente, com pernas e braços trabalhados de dar inveja a marombeiros. Entre as sequinhas se destacam Adriane Galisteu e Paola Oliveira.

Mas em comum todas têm na academia o seu lugar preferido às vésperas do carnaval, de três a seis vezes por semana, e as dietas alimentares. Uma das raras exceções é Raissa de Oliveira, uma das poucas rainhas saídas da comunidade. Aos 19 anos - desde os 12 na bateria da Beija-Flor -, ela se aproveita da juventude e passa longe dos regimes.

"Não faço dietas, como bem. Sou preguiçosa, mas quando passo do peso é só malhar cinco vezes por semana", conta a jovem rainha, uma das poucas que passou longe da disputa pelo posto máximo das escolas de samba.



Fonte: Yahoo Notícias

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