IAB Brasil - Interactive Advertising Bureau
É consenso entre os profissionais da publicidade não existir uma fórmula ou receita para tornar alguma ideia viral. O que existem são caminhos que normalmente as agências seguem, mas elas estão longe de garantir qualquer resultado. E se você acha que é muito esperto, é bom saber: grande parte de suas atitudes na web são previsíveis e, sim, estão de olho em todos os seus cliques.
“Temos um padrão mental e é relativamente fácil prever que, quando a ideia é boa, ela possivelmente vai viralizar. Quando algo é completamente paradoxal em si mesmo, a possibilidade de chamar a atenção é grande. Quase todos os virais entram nessa equação: pôneis + malditos; Sandy + anal, entre tantos outros, causam esse impacto. O grande desafio é tornar isso positivo para a marca ou para quem quer que seja”, explica Fortes, da agência de marketing de guerrilha Espalhe.
A imprensa e os formadores de opinião também têm um grande peso na viralização de qualquer material, seja uma companha publicitária ou não. É comum as agências contratarem pessoas influentes no Twitter para divulgar alguma palavra-chave. Isso faz com que o impacto seja imediato para milhares, às vezes milhões, de pessoas. Em recente entrevista à revista “Wired”, o jornalista e comediante Rafinha Bastos declarou o valor que cobra por 140 caracteres: US$ 4 mil.
Com mais de três milhões de seguidores, esse preço nem sempre sai caro às marcas.
“Com o marketing viral, que também é uma espécie de técnica de guerrilha, tem-se a oportunidade de falar com um público específico de maneira muito mais eficaz e consideravelmente mais barata. Já na chamada mídia de massa, a linguagem tende a ser a mais homogênea possível, com criatividade e boa produção”, explica o professor Mello, da ESPM, também especialista em marketing de guerrilha.
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