A pesquisa traça um perfil claro das condições do setor e auxiliará na consolidação de recursos e políticas públicas. A avaliação é do diretor de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, José Francisco Salles.
A pesquisa sobre a economia do turismo, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), traça um perfil claro das condições do setor e auxiliará na consolidação de recursos e políticas públicas. A avaliação é do diretor de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, José Francisco Salles.
O orçamento próprio do ministério, por exemplo, tem um valor menor do que o orçamento geral, este muito influenciado pelas emendas parlamentares. Um estudo dessa natureza favorece os pedidos ao Congresso Nacional, afirmou. Havia uma carência de dados. Agora, temos várias evidências que facilitam a definição de investimentos.
Segundo Salles, a pesquisa também evidencia que há problemas a serem solucionados, alguns deles já conhecidos, como a necessidade de melhorias em aeroportos, no área de hospedagem, em termos de mobilidade urbana e na qualificação da mão-de-obra. Essas deficiências foram apontadas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, que será realizada no Brasil.
Essas são as principais exigências da Fifa. Muita coisa tem que ser modificada para atender a essa questão do deslocamento de pessoas, principalmente no Norte e Nordeste, afirmou. Na verdade, o governo está antecipando investimentos para a Copa do Mundo por meio de parcerias com os governos municipais e estaduais, além de estar incentivando a iniciativa privada, relatou Salles.
De acordo com pesquisa do IBGE, em 2006, o setor do turismo respondia por 3,6% da economia brasileira. A atividade de alimentação apresentava a maior participação no valor da produção (40,94%) do segmento. Em seguida, o transporte rodoviário (17,67%), atividades recreativas (13,82%) e o transporte aéreo (9,71%).
De acordo com o economista responsável pela pesquisa, Guilherme Telles, embora os dados tenham sido coletados há três anos e a despeito da crise financeira mundial - responsável pela retração da economia brasileira - o perfil do setor de turismo não sofreu grandes alterações.
O conjunto de atividades do setor de turismo tem um desempenho bastante próximo ao da economia, o que significa dizer que, possivelmente, em termos de estrutura e participação, não há uma modificação significativa, afirmou Telles.
Informativo do Grupo Gestor do Turismo de Ribeirão Preto.
Fonte: Agência Brasil.
