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  • Quinta-feira, 02 de julho de 2020
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O melhor estudo sobre ginko biloba e perda de memória

Por Dr. Renato B. Bestetti

A diminuição da memória desperta, atualmente, significante preocupação no cotidiano de muitas pessoas. Isso vem sendo multiplicado em diferentes meios de comunicação, onde muita atenção é destinada para este tema.


Esta preocupação representa, além do medo de moléstias como a doença de Alzheimer (DA), uma reflexão a respeito das recompensas na terceira idade, geralmente após muito trabalho e concessões no decorrer da vida. Nada mais justo que aproveitar esta fase com dignidade e prazer, ao invés de amnésia e sofrimento.


Várias são as estratégias utilizadas para estudar a prevenção demências primárias incluindo DA. Didaticamente poderíamos classificá-las, por um lado, como táticas de conjunto, quando se tenta fazer o possível, levando uma vida tranqüila e saudável, regularmente, até a terceira idade. Geralmente, o que é orientado nos consultório médicos.


De outro lado, táticas isoladas de intervenção, quando pesquisadores tentam verificar nestes pacientes, o impacto de medicamentos e outros tratamentos no desenvolvimento das demências . É o que os cientistas fazem e encontramos nos jornais médicos.


Devido propriedades antioxidantes e capacidade de bloquear a agregação amilóide, Ginkgo biloba (Gb) tem sido testado em estudos clínicos para a prevenção de demências. Mas estas pesquisas geralmente são fracas, do ponto de vista metodológico, e seus resultados não contribuem o necessário.


Um estudo preciso, e certamente o melhor já realizado nesta linha até o momento, é o trabalho de Steven DeKosky da Universidade de Virginia e colaboradores das Universidades Johns Hopkins, Pittisburgh, California e Wake Forest para o Ginkgo Evaluation of Memory Study (JAMA 2008;300(19)2253-2262).


Estes pesquisadores procuraram verificar se Gb reduziria a incidência (novos casos) das demências incluindo DA, em idosos com funções cognitivas normais (sem demência) e outros com leve déficit. Para isso realizaram um estudo de intervenção, randomizado, duplo-cego (ninguém sabia o que os pacientes ingeriam), controlado com um grupo placebo (faziam as mesmas coisas e ingeriam  o comprimido sem a droga teste, neste caso, Gb).


Durante o período 2000 a 2008, com média de segmento clínico de 6 anos, recrutaram 3069 voluntários ( 2587 com funções cognitivas normais e 482 com déficit leve) , com idade a partir de 75 anos. Este número de pacientes permitiria cálculos estatísticos que detectassem uma redução de 30% nos casos de demência.


O grupo teste (1545 voluntários) tomava Gb 120 mg via oral de 12/12 horas  e o grupo controle tomava um placebo (1524 voluntários) via oral de 12/12 horas. Eram avaliados de 6 em 6 meses para uma bateria de testes, incluindo exames neuropsicológicos e completa avaliação neurológica para confirmação dos que adoeciam, em ambos os grupos.


Seu principal resultado foi: Gb foi incapaz de reduzir tanto a taxa global de demência quanto a incidência de DA em idosos, com função cognitiva normal ou naqueles com leve déficit. Houve maior ocorrência de hemorragia cerebral no grupo teste, porém sem significância estatística.


Como as demências tem evolução lenta, estes pesquisadores pretendem fazer uma continuação deste estudo, com os mesmos pacientes, com maior duração, utilizando exames de imagem como Ressonância Magnética, para verificar se ocorrem diferenças em  prazo maior.


Mas será que a memória ou a prevenção das demências dependem sómente de um fator ? É óbvio que não, mas essa ainda é a melhor forma de estudar qualquer intervenção, por exemplo, medicamentos.


Cabe aos médicos, em cada paciente, programar o tratamento individualizado utilizando um conjunto de medicamentos e alternativas com eficácia comprovada. Fazendo assim, aumentam as chances do tratamento. Ocorrendo o contrário, é só ilusão e gastos. Nos EUA, mais de 100 milhões de dólares anualmente...

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