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  • Domingo, 05 de julho de 2020
Portal da Cidade de Ribeirão Preto
Cigarro e infarto cerebral em mulheres jovens

Por Dr. Renato B. Bestetti

A fumaça do cigarro é um aerosol de partículas que coloca mais de
4 000 toxinas no corpo. Os principais tóxicos químicos nela contidos incluem nicotina, benzopirenos, hidrocarbonetos policíclicos, polônio , níquel, cádmio, arsênico , chumbo, monóxido de carbono, acetaldeído, acetona, metanol, amônia, benzeno, formaldeído, nitrosaminas , etc .
 
O estimulante da vontade de fumar é a nicotina, prontamente absorvida na circulação pulmonar após uma única tragada, atingindo rapidamente o cérebro em 15 segundos, onde atua nos receptores celulares colinérgicos nicotínicos, provocando os efeitos esperados em seus adeptos.
 
Com uso crônico surge dependência física,  associada ao progressivo aumento no número dos receptores celulares, levando estas células a exigirem cada vez mais nicotina .
 
Quando esta não é mais disponível, e mesmo poucas horas após o último cigarro em casos extremos, sintomas de abstinência podem aparecer e o fumante apresentar ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, inquietação, raiva, alterações do sono e , em determinadas pessoas, depressão.
 
Mais significante, o tabagismo é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. As estatísticas americanas assustam :  em 2005, o número de fumantes ativos era 21% da população e, anualmente,  750 000 novos fumantes tornam-se consumidores regulares.
 
Quase 50 milhões de americanos fumam ,  26%  homens e 21%  mulheres.  A maioria iniciou este consumo na adolescência, e acredita-se que, nos EUA, o cigarro é responsável por mais de 400 000 mortes que poderiam ser evitadas anualmente ...
 

Embora seja ampla a investigação sobre o tabagismo, ainda  é  pouca  a informação sobre certas complicações em determinadas populações. Por exemplo,  infarto cerebral (AVCI)  em mulheres jovens .

 

Bhat  e colaboradores americanos (Stroke 2008 Sep; 39:2439) analizaram dados do projeto Stroke Prevention in Young  Women Study e procuraram, através de um estudo de caso-controle, saber se havia uma relação entre quantidade de cigarro e AVCI nesta população.

 

Para isso estudaram 466 mulheres (15-49 anos) que sofreram AVCI e foram identificadas,  após alta em 59 hospitais da região de Baltimore, e comparadas a outras 604 sem história de AVCI .

 

Seu principal resultado foi:  as fumantes tinham chance 3 vezes maior de AVCI comparadas a não-fumantes e havia uma nítida associação entre número de cigarros fumados diariamente e o aumento progressivo no risco de AVCI. Enquanto este duplicava para as que fumavam até 10 cigarros/dia, era nove vezes maior para as consumidoras de até 40 cigarros/dia.


Trata-se de um estudo amplo, com algumas dificuldades metodológicas. Por exemplo , comparadas com as mulheres controles,  as pacientes com AVCI  eram mais velhas e tinham mais Hipertensão Arterial , Diabetes, Coronariopatia e Obesidade,  outros fatores de risco também importantes para Doença Vascular Cerebral.


De todo modo, contribui significativamente para campanhas mais agressivas contra o tabagismo e  direcionadas também para esta população jovem, inclusive em nossa região.


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