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  • Quarta-feira, 26 de novembro de 2014
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Aneurisma Cerebral: o que é, quais são os riscos, quais os tratamentos

Aneurismas Cerebrais.
Por Dr. Renato B. Bestetti

Diante de uma dor de cabeça forte e de longa duração, por vezes inédita, súbita e resistente aos analgésicos, a maioria de nós inicia uma preocupação com relação a causa da dor e porque o tratamento não está resolvendo. É comum estabelecermos, nesta circunstância, uma associação  com doenças cerebrais graves, aqui incluindo aquelas de origem circulatória.

Os Aneurismas Cerebrais (AC) são as principais possibilidades nestes momentos. Definidos como uma dilatação no formato de um pequeno balão, resultam do enfraquecimento focal da parede arterial e crescem, progressivamente, às custas do fluxo sanguíneo e força da pressão arterial. A prevalência em estudos de autópsia é de 1 a 5% dos casos, portanto são lesões relativamente comuns. Felizmente, a maioria deles são pequenos e estima-se que 50 a 80% dos AC não romperão.

Geralmente são congênitos, podem ser mais encontrados em pessoas com algumas doenças genéticas como Rins Policísticos, doenças circulatórias como Mal-formações Arteriovenosas, Trauma de Crânio, Hipertensão Arterial, Infecções (Aneurismas Micóticos), Aterosclerose, Cancer, uso de Cocaína, Tabagismo etc.

Quando são pequenos, podem passar despercebidos e raramente causam problemas, mas aumentando progressivamente de tamanho, podem comprimir nervos intracranianos ou o tecido cerebral ao seu redor.

Quando são grandes, os pacientes podem sentir forte cefaléia acima e atrás dos olhos, formigamento ou paralisia em um lado do rosto, dilatação de uma pupila e alterações visuais.

Quando rompem, súbita e insuportável cefaléia surge, geralmente a pior dor de cabeça do paciente em toda sua vida e muito diferente das outras que já apresentou; também podem apresentar visão dupla, aversão à luz, queda palpebral de um lado só, náuseas, vômitos, rigidez nucal, paralisias em um lado do corpo, crises convulsivas e alterações de consciência, desde sonolência até coma profundo.

Todo Aneurisma Cerebral tem potencial para romper, isto dependendo do seu tamanho, localização e se já houve sangramento anterior. Wiebers e colaboradores (The Lancet 2003; 362:103-110) avaliaram prospectivamente 4.060 pacientes de vários centros médicos nos EUA, Canadá e França, com relação à evolução dos Aneurismas Cerebrais.

Seu principal resultado foi: em pacientes sem sangramento cerebral prévio, os riscos de ruptura em 5 anos para Aneurisma Cerebral na circulação anterior eram 0%, 2,6%, 14,5% e 40% para Aneurisma Cerebral com diâmetros menores que 7 mm, 7 a 12 mm, 13 a 24 mm, e maiores do que 25 mm, respectivamente, comparados com riscos de 2,5%, 14,5%, 18,4% e 50% de mesmos diâmetros na circulação cerebral posterior.

A hemorragia tem consequências graves e elevada mortalidade, cerca de 40% nas primeiras 24 horas e mais 25% em 1 ano. Os Aneurismas Cerebrais que se apresentam inicialmente como Hemorragia Subaracnoidéia, sangramento entre o cérebro e os ossos do crânio, tendem a ressangrar: 2 a 4% nas primeiras 24 horas  e aproximadamente 15 a 20% nas próximas 2 semanas.

Após a ruptura de um Aneurisma Cerebral a recorrência ocorre com maior frequência. O objetivo do tratamento é evitar o sangramento primário quando se trata de Aneurismas Cerebrais íntegros e o ressangramento nos Aneurismas Cerebrais rotos.

O tratamento pode ser com técnicas cirúrgicas ou endovasculares. Qureshi e colaboradores (The Lancet Neurology, 2007; 6(9): 816-825) realizaram uma revisão comparando resultados de estudos de centros médicos isolados, multicêntricos e outros randomizados. Suas principais conclusões foram: em pacientes com Aneurisma Cerebral rotos, as taxas de resolução eram maiores e a necessidade de reintervenção menores após o tratamento cirúrgico, demostrando que esta técnica era mais eficiente nestes critérios.

De outro lado, o prognóstico na alta, após 2 a 6 meses, em 1 ano e a sobrevida tardia, foi melhor com o tratamento endovascular, sugerindo que, apesar desta técnica apresentar maiores taxas de resolução incompleta e necessidade de reintervenção, no final o procedimento funcionava melhor e com custos hospitalares menores.

Seja como for, o tratamento dos Aneurisma Cerebral envolve, no mínimo, uma análise particular do paciente, seus fatores de risco, as características do próprio Aneurisma Cerebral, a experiência do médicos responsáveis pelo procedimento definido e a experiência da equipe no pós-operatório. Quanto maior o controle destas variáveis, melhores serão os resultados.

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