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  • Domingo, 05 de julho de 2020
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Embalagens e doenças: cardiopatia, diabetes e anormalidades hepáticas

Por Dr. Renato B. Bestetti

Paralelo ao avanço da industrialização e distribuição dos alimentos, em países desenvolvidos, o progresso nas embalagens é notável, permitindo o consumo de diversos produtos, provenientes de diferentes fabricantes, às vezes muito distantes, preservando sabor e nutrientes.

A preocupação com a poluição ambiental decorrente destas embalagens tem sido alvo de muitas trabalhos e ocupado um espaço importante na mídia, proporcionando ampla discussão e conscientização.

Mais  importante, agora os pesquisadores voltam sua atenção para a saúde dos  próprios consumidores. Um produto específico, denominado Bisfenol A (BFA) é muito utilizado em embalagens para comida e bebida, encontrado em mamadeiras, garrafas plásticas, talheres descartáveis e também em CDs.  Produzido em larga escala mundial, é muito usado nas resinas que forram recipientes de alimentos e bebidas, portanto com fácil disseminação e grande potencial de consumo via oral.

Lang e colaboradores das Universidades  Exeter e Plimouth na Inglaterra,  junto aos de Iowa nos EUA (JAMA 2008; 300 (11) : 1303-1310) examinaram a associação entre as concentrações urinárias de BFA e as condições de saúde em adultos. Para isso, examinaram os dados de 1455 adultos, de 18 a 74 anos, obtidos da Avaliação Nacional de Saúde e Nutrição ? NHANES, no período 2003-2004, que visava o estado de saúde e a dieta dos americanos não-institucionalizados.

Avaliaram as condições cardiovasculares e respiratórias, descritas em questionário envolvendo angina, artrite, asma, câncer, bronquite crônica, coronariopatia, enfisema, infarto cardíaco, infarto cerebral, doenças do fígado e da tiróide. Analisaram no sangue os valores das enzimas hepáticas, glicose, alterações inflamatórias e lípides; na urina,  creatinina e BFA.

Seu principal resultado foi: concentrações urinárias elevadas de Bisfenol A estavam associadas ao aumento de doenças cardiovasculares, diabetes e anormalidades sanguíneas nas enzimas hepáticas Gama-GT, Fosfatase Alcalina e DHL, isto na população americana estudada no projeto NHANES em 2003-2004. Para os autores, o exato mecanismo destas alterações está por ser esclarecido, embora a repercussão clínica seja significante.

Além disso, do ponto de vista epidemiológico, é o primeiro estudo que demonstra esta associação e tem um impacto muito forte, devido a ampla distribuição e ingestão, atualmente,  em todo o mundo industrializado. 

Naturalmente, isto necessita ser comprovado e outros estudos, com seguimento clínico prolongado,  poderiam trazer maiores informações; porém, vai demorar. Enquanto a comunidade aguarda estas confirmações, seria muito bom toda pessoa diminuir a sua exposição ao BF A.

Fonte: Estudos realizados pelo médico neurologista 
Dr. Renato B. Bestetti para Saúde em Foco.

www.cidadederibeiraopreto.com.br/saudeemfoco





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