Pesquisas apontam que o problema pode surgir até 3 anos antes dos primeiros sintomas.
A memória é uma função cerebral que trata de conservar e recuperar informações obtidas por todo o sistema nervoso incluindo a mente. São diversos os tipos de memória e diferentes estruturas responsáveis pelo seu funcionamento.
Apenas uma alteração ou lesão em um destes componentes pode comprometê-la significativamente e causar importantes modificações no cotidiano de qualquer pessoa e dos que a cercam. Por outro lado, alterações na mente podem, isoladamente, comprometer a memória independentemente da integridade destas partes que compoem todo o sistema da memória e causar idênticas ou piores consequências.
Modernamente, nosso estilo de vida mudou e são muitas as informações a processar na cérebro diariamente. Isso levou, por si só, a um maior desenvolvimento da memória para se adequar a estas necessidades.
Também ocorreu aumento considerável na expectativa de vida e isso permitiu a detecção de problemas antes pouco diagnosticados, exigindo rapidamente melhores estudos.
Ainda que sejam muitos os trabalhos já realizados, mais ainda há por fazer nesta área, seja pelo próprio aumento do conhecimento adquirido, seja pelas peculiaridades desta função.
O momento tem exigido muito das pessoas, a vida já não é tão tranquila quanto antes, e o stress aparentemente veio para ficar.
Algumas pessoas são mais sensíveis que outras e em determinadas circunstâncias, um esquecimento persistente pode levá-las a pensar imediatamente em doenças neurológicas (por exemplo, tumores, doença de Alzheimer, etc) enquanto nem se importam com problemas emocionais que possam estar envolvidos diretamente (por exemplo, depressão e ansiedade).
Para se ter uma idéia do problema, Eija Airaksinem em tese de doutoramento no Instituto Karolinska, Suécia, 2006, estudou as funções cognitivas na depressão e ansiedade e observou que existe um comprometimento da memória nestes pacientes, isto persiste após o tratamento e o baixo desempenho pode estar presente até 3 anos antes do diagnóstico de depressão.
Portanto, é sempre oportuno consultar um médico e antes de pensarmos em situações mais graves poderíamos procurar por causas mais comuns que a todo momento nos rodeiam, inclusive o stress de cada dia.
Fonte: Saúde em Foco/Neurologia. Por Dr. Renato Bestteti
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