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  • Sábado, 14 de dezembro de 2019
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Morrendo de sono na segunda-feira? Problema pode estar na respiração

A apnéia do sono, em que o fluxo do ar se interrompe, causa cansaço e dispersão de dia. Distúrbio atrapalha trabalhadores e cria riscos no trânsito; veja como se prevenir.


Quem 'pesca' muito diante da TV no começo da noite, fica com os olhos pesados no banco de trás do carro ou tende a cair no sono em qualquer canto pode estar sofrendo de um problema potencialmente sério: a apnéia do sono.


Calcula-se que 5% da população do planeta seja presa dessas dificuldades para respirar durante as horas de repouso noturno. É importante ficar de olho quanto aos possíveis sintomas do problema, porque a apnéia do sono pode colocar o paciente em perigo no trânsito ou em qualquer atividade onde a atenção constante seja necessária.

 

"Além disso, nos casos severos, a apnéia pode ser um causador de morte", alerta o médico Carlos Alberto de Barros Franco, chefe do serviço de pneumonologia da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. O hospital acaba de inaugurar seu Laboratório do Sono para tratar pacientes com o problema. "Quando se diz que alguém 'morreu dormindo', é comum que se trate de apnéia do sono grave, que pode causar arritmia cardíaca [irregularidade no batimento do coração]", afirma Barros Franco.

 

Língua solta


O médico explica que tanto o ronco normal quanto a apnéia do sono são resultado do relaxamento natural dos músculos, que acontece durante a fase mais profunda do repouso noturno. Quando a musculatura da língua relaxa, ela pode obstruir parcialmente a respiração da pessoa -- caso em que aparece o ronco -- ou totalmente, o que configura a apnéia do sono.

 

"Se houver alguém dormindo do lado da pessoa, vai notar que o companheiro de repente pára de respirar, ao mesmo tempo em que o peito sobe e desce sem parar", explica Barros Franco. Para detectar o problema, alguns indícios valiosos são o volume muito alto do ronco (audível de outro cômodo, por exemplo) e o fato de que, após a interrupção temporária da respiração, o ronco volta com força quase explosiva.

 

Para ter uma idéia sobre a presença do problema durante o dia, o médico recomenda ficar de olho nos chamados "bons de sono" -- aquelas pessoas que tendem a adormecer facilmente durante o dia. Isso, na verdade, é um sinal de que o organismo está tentando compensar a apnéia noturna nas horas erradas. "A pessoa não se sente necessariamente cansada, mas seu rendimento para o trabalho intelectual diminui. E, no caso de quem faz trabalhos repetitivos que exigem atenção, a pessoa também fica mais desatenta", conta Barros Franco.

 

Perigo ao volante


Não é à toa que uma nova legislação federal pede que motoristas profissionais verifiquem se estão sofrendo de apnéia do sono. "Na verdade, depois do álcool, o problema é a segunda maior causa de acidentes nas estradas por erro humano", explica o médico. Levantamentos nas estradas do Reino Unido, por exemplo, revelaram que um em cada três motoristas apresentava sonolência ao volante.

 

"O interessante é que eles foram medir, com eletroencefalograma, o que acontecia com os motoristas. E viram que, embora eles não chegassem a pegar no sono, havia uma queda de pálpebra, ou uma queda de cabeça, que obviamente influenciava o desempenho dirigindo", afirma o médico.

 

Os principais fatores do risco para a apnéia são pescoço muito grosso (uma circunferência de mais de 40 cm já pode ser preocupante), obesidade, sedentarismo e consumo de álcool à noite. Atacar todos esses fatores pode ajudar. Também existem aparelhos dentários móveis que mantêm a língua na posição correta. Em último caso, é preciso recorrer ao CPAP, aparelho que muda a pressão do ar na boca de forma a evitar a "caída" da língua.

 

"O CPAP, na verdade, não é um bicho de sete cabeças", diz Barros Franco. "Muita gente acha que é desconfortável, mas há modelos menores e bem mais adaptáveis hoje, que podem ajudar num sono melhor."



globo.com/ciência e saúde

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